25 Fevereiro 2012

Franken Fran - A verdadeira notícia triste.


Uma pérola entre as pérolas. A melhor personagem que já vi. Situações totalmente desagradáveis, inimagináveis e sensacionais. Se você quer um excelente mangá para ler, este é o que você está procurando.




Há algum tempo ando com vontade de escrever sobre Franken Fran. Não é necessariamente pelo final do mesmo a pouco tempo, talvez eu tenha algo engasgado com uma possível falta de boa vontade do autor com suas próprias obras. De qualquer forma, discorrer sobre algo que gosto tanto não é nem um pouco problemático, na verdade o problema é conseguir fazer isso de forma satisfatória. Então sem mais delongas, vamos lá - Começar a operação!!


Da ultima vez falei de um mangá que para ser compreendido bastava falar da sua personagem principal, já que o plot era praticamente inexistente. No caso de Franken Fran, a protagonista continua sendo o ponto principal do mangá, porém ele nos apresenta muito mais temas e a própria construção do enredo que são tão importantes.

Franken Fran é um mangá seinen, de autoria de Katsuhisa Kigitsu, que cobre vários gêneros. Tem de tudo um pouco e casos para todos os gostos, sci/fi de alto nível, horror com cenas realmente muito perturbadoras, tem um humor negro impar e um outro fator que não vale a pena citar agora. O Panino já fez uma resenha do mangá quando ele ainda havia lido apenas metade do mangá (ou menos), ele abordou certos aspectos interessantes, se você, leitor, quer detalhes do enredo é melhor ler a dele. Mas então, o que torna esse mangá tão especial? Apenas ter diversidade de gêneros não torna nada melhor ou pior, o que faz esta obra uma maravilha é como são usados os elementos para compor seu total.

Começando pelo formato, Franken Fran é um mangá basicamente episódico. Fran Madaraki é uma médica e cientista que cuida de pedidos dos mais diversos e também atende a casos extraordinários, com as mais diversas situações na mão, a Fran faz tudo acabar da forma mais inesperada possível. Não é que o enredo não tenha uma progressão onde os fatos passados sejam ignorados, isso é visível basicamente a partir do volume 3, onde começam a aparecer as sequências das histórias anteriores e a reutilização dos personagens, principalmente a oficial Kuhou Rumiko. Às vezes Franken Fran parece Scooby Doo, às vezes parece um filme de terror com ficção científica dos anos 90, às vezes parece um episódio de House, mas na verdade Franken Fran parece Franken Fran mesmo; o modo como os casos acabam ocorrendo são bem próprios da obra, digo, a mão doutora Fran muda totalmente o rumo do que seria normal e transforma em sobrenatural dando asas para a imaginação fértil do autor, mas com um detalhe fundamental, quase tudo baseado na ciência.


Antes de continuar a falar do enredo, é necessário explicar um pouco da dr. Fran Madaraki.
Fran é uma criação do doutor Madaraki, um médico com conhecimentos e habilidades surreais, capaz de fazer quase tudo. Esse gênio tem uma pupila com uma paixão pela ciência semelhante (se não maior) e capacidades igualmente fantásticas.

Falar sobre a Fran é difícil, se você leu o mangá tentando traçar um padrão psicológico ou algo semelhante para ela provavelmente falhou, isso era de se esperar, ela tem piques de personalidade e variações de comportamento tensas. O que é possível afirmar sem dúvida alguma é que ela é fascinada pela ciência, faz tudo pela causa da suas pesquisas, nem mesmo sua irmã ou clientes são poupadas dos experimentos. Sempre que há a oportunidade ela tenta aplicar uma de suas ideias nas suas cobaias. Outra coisa que é inegável é sua natureza mercenária, a Fran atende praticamente qualquer pedido contanto que a paguem, ela pouco liga para as implicações no resto do mundo do que ela está criando, ela conseguindo dinheiro para manter a mansão Madaraki e suas pesquisas, qualquer coisa é bem vinda. Mas no último caso, a Fran, em diversas oportunidades, ajuda as pessoas ao acaso, ai você pensa, ah, ela é muito boa e faz tudo para o bem dos outros... haha, engano seu, querido; já notaram que praticamente tudo que ela faz para ajuda sem retorno financeiro acaba em tragédia, ela está basicamente testando seus experimentos e se aproveitando das situações de necessidade dos outros. Ok, nem sempre é assim, o problema de analisar as atitudes da Fran é esse, generalizar é totalmente errado aqui. Poucas vezes ela realmente faz alguma coisa pelos outros por boa vontade, geralmente somente quando ela fica tocada de verdade pela história do sujeito... o problema é que raramente o desfecho é condizente com as "boas intenções" da Fran.
Ela é uma gracinha com essa tremedeira e sendo avoada, né?

Faço questão de discordar totalmente do Panino quando ele diz que a Fran é uma pessoa má. Entendam, fellas, não existe bem e mau, não existe maniqueísmo em Franken Fran. Uma das coisas que me deixa apaixonado pela Fran é a atitude dela, ela está acima do bom e ruim, ela está acima da moral, ela é o que eu chamo de "Mão de Deus". É recorrente ela aplicar a punição que acha necessária nas pessoas, ela testa os outros, seu julgamento de valores é absoluto, o que ocorre fora do interesse dela é irrelevante. Algo engraçado é que, como eu disse antes, várias vezes os experimentos que ela conduz causam mortes e danos gravíssimos na sociedade, mas para ela é como se não fosse problema dela, já que não é ela que está fazendo, ela só deu a ferramenta. Olhando por esse lado, a comoção dela pela situação de algumas pessoas pode até parecer mais verdadeiro, talvez ela realmente tenha boas intenções, mas é evidente que ela é super racional, ela não vai continuar agindo da mesma forma com os outros se esses interferem nos interesses da doutora ou fazem algo de ruim para ela. Entendam, vez ou outra o que ela faz parece cruel, mas olhando friamente ela só está fazendo o que foi paga para fazer, no mangá inteiro não percebi momento algum que ela tenha tomado uma atitude maldosa sem uma motivação, então realmente discordo de classificá-la como má pessoa, ela só não é o protagonista clássico idealizado, ela é muito mais uma pessoa com toda sua complexidade.
-spoiler-
No penúltimo capítulo a Fran é dividida em duas partes em um acidente com um laser. Sua metade esquerda fica completamente racional e a parte direita mais emotiva, no entanto ambas continuam possuindo a mesma inteligência e habilidades médicas. Neste capítulo fica claro que a Fran realmente tem um lado "bom", já que seu lado emocional é totalmente benevolente e caridoso, no entanto ela tenta fazer de tudo pelos pacientes e no fim acaba sendo enganada e percebe que no mundo não basta ter boas intenções, a malícia é necessária quando se lida com pessoas que fazem de tudo para seu bem próprio. Na minha opinião, fica evidente que, mesmo se fizermos um julgamento de valores para a Fran e enquadrarmos ela em bem ou mau, ela seria uma pessoa boa, mas com a racionalidade predominante sobre seus impulsos sentimentais.
-spoiler-
Como o próprio Panino falou na review que ele fez, procurar um Madaraki para ser seu médico é um jogo, seu desejo provavelmente vai ser concedido, mas mais provavelmente ainda as consequências farão ele não valer a pena. Ela no começo parecia alheia às consequências que suas modificações provocariam nos outros, mas com o avançar do mangá isso é derrubado, ela sabe muito bem o que faz... entretanto realmente em certos pontos ela não sabe lidar com o efeito de seus testes, inclusive ela questiona e adverte que alguns desejos são irreversíveis e podem causar danos gravíssimos, no entanto ela nem sempre se importa com o ocorrido.




Enfim, eu amo a Fran com todas as suas milhares de personalidades e atitudes controvérsias, ela é o encanto desse mangá, é a melhor personagem que já vi e provavelmente a mais complicada também. Eu tentei abordar os pontos principais dela, mas com certeza ficou faltando algo, esse algo você só percebe lendo o mangá.

Mas dai, não acabou ainda huá. Agora que você já entende a gracinha da Fran, posso falar do enredo mais propriamente. O sr. Kigitsu sabe muito de biologia e um pouco de medicina, ou pelo menos tem alguém que sabe para ajudá-lo a fazer o mangá, todas as bases e idéias que ele usa, inclusive as hipóteses são corretas. Não é um trabalho que tenta ser cientificamente correto, ele é correto. Isso é uma qualidade que agrega valor no mangá, mas eu confesso que certos capítulos necessitam de conhecimento pelo menos mediano de biologia, o autor usa conceitos que um aluno de ensino médio no Brasil não sabe por completo, como eu estudei bastante e tive bons professores eu manjava muita coisa do mangá antes mesmo da explicação da Fran. Sim, o autor pouquíssimas vezes deixa algo específico sem uma explicação de um modo bem fácil para o leitor; inclusive, alguns assuntos são tão importantes que se você pretende fazer um vestibular concorrido, a leitura do mangá está altamente recomendada.


Tá e dai, o mangá não era pesado? Claro, eu nem cheguei a falar do predominante do mangá: a fusão entre a ciência e o sobrenatural. Essa fusão é realizada com maestria pelo Kigitsu-sensei, algumas vezes coisas sem explicação, mesmo para a ciência, ocorrem no mangá, como, por exemplo, as mini águas-vivas que ganham uma consciência coletiva e são incorporadas por um demônio. O autor tem uma posição clara de defender a ciência sempre, todo e qualquer problema de ordem sobrenatural geralmente é explicado por alguma coisa não menos inacreditável que um Madaraki fez, não dá para contradizer, pois ele usa bases concretas suficiente para justificar quase qualquer coisa do mangá. Outra característica é a crítica, o autor usa muita crítica social e de caráter com reflexões secas feita pelo personagem com o caráter mais duvidável, a Fran. Chega a ser irônico, mas muitos pontos importantes das relações sociais; conceitos de heroísmo, amor, paz, preconceito, bullying, maldade, justiça, ética científica, religião, padrões estéticos, escapismo, sexualidade, moral, direito de propriedade, escravidão, isolamento, tudo isso é abordado na história de maneira que o tema e as implicações estejam explícitas, mas as reflexões geralmente são deixadas para o próprio leitor tirar. Recorrentemente o autor faz a justiça no mangá, é sinal que ele não é totalmente desprovido de algum tipo de julgamento sobre o que é certo e errado, as ferramentas são as mais diversas.

Ps: esse não é o professor Madaraki.

Junto com tudo isso vem a parte que talvez mais selecione os leitores, o gore. Franken Fran é um mangá que não economiza sangue, aberrações e os mais diferentes tipos de brutalidade possíveis. Um capítulo em especial, o Rolling World 2 é muito forte, no capítulo Rolling World 1 mostra um massacre causado por um tipo de parasita que infestou as principais atrações de Rolling World, os mascotes que não são homens fantasiados, são aberrações vivas; tudo é mostrado, mas de uma forma não tão pesada, agora no segundo os mascotes são mostrados como escravos do parque de diversões e qualquer erro que eles cometam é resultado em execução. Não só isso, mostra também que quando as atrações ficam velhas elas são descartadas, ou seja, mortas; fugir é estritamente proibido, enfim, lá é o inferno para qualquer um deles. Só que para completar o casal de mascotes que se ama foge com outro grupo da ilha, não vou contar o fim, mas não bastasse a violência do capítulo e a Fran mostrando seu lado mais mercenário possível, também botam a prova o amor dos dois e ainda desmontam a expectativa de felicidade da dupla.

Mas se é para falar do gore, não dá para deixar de lado as outras personagens importantes no mangá: Veronica Madaraki, Gavrill Madaraki, Adorea e a agente Kuhou Rumiko.



Na ordem, a Veronica é a "irmã" mais nova da Fran, é uma arma biológica, ela foi feita para ser uma assassina perfeita e servir como guarda do doutor Madaraki. Mesmo com um começo conturbado com a Fran, logo ela se tornou a encarregada da segurança da mansão Madaraki. Ela mata rapidamente e sem exitar qualquer um que cause algum tipo de ameaça para o laboratório, apesar de seu propósito, ela é uma menina tímida, boa e carente. Sim, a vontade principal dela é ter amigos e manter os que ela já possui, ela quer afeto. Fofo, não? Ela é uma boa personagem, os capítulos onde ela é a personagem foco são muito bons e o autor aproveita eles geralmente para fazer críticas bem fortes, principalmente no ambiente escolar. As cenas de luta dela também são muito legais, o problema é que ela é muito forte para um humano normal, somente 2 adversários no mangá foram capazes de fazer algo contra ela: Agito, um assassino extremamente habilidoso que é pago por inimigos dos Madaraki (se bem que esse personagem aparece duas vezes e depois tem um fim triste), contra ele a Veronica conseguiu uma luta parelha, entretanto, contra a próxima personagem ela foi totalmente massacrada.



Gavrill Madaraki, a irmã mais velha da Fran. Esse aqui é o verdadeiro monstro do mangá, ela é fruto de um experimento do doutor Madaraki que fez o corpo dela fracionado e ela pode controlá-lo como bem entender, esse poder amplia as capacidades físicas de modo que nenhum adversário apresentado no mangá sequer tem alguma chance contra ela. Tal habilidade vem com um preço alto, ela necessita de uma força de vontade enorme para controlar a transformação, caso contrário o corpo entra em colapso, tanto que a pesquisa foi abandonada pelo dr. Maraki. No entanto a dona Gavrill usa de seus poderes para viver uma vida de criminosa, comandando uma das organizações mais perigosas do mundo. Apesar disso tudo, ela ainda é uma pessoa de bom senso, quando o doutor Amatsuka (personagem amigo da família Madaraki e considerado gênio da medicina e pesquisa no Japão) pede para ela trabalhar como professora nós podemos presenciar um dos capítulos mais cômicos do mangá todo. Ela no começo recusa, mas ela acaba ajudando os alunos da maneira dela: falando as coisas do mundo do modo mais direto e cru possível, ela fala coisas que nenhum outro adulto falaria para os alunos. Pois é, a Gavrill é uma personagem bem bonita, forte e divertida, ela é possivelmente minha segunda preferida do mangá. 



A Adorea é proveniente de uma experiência contada em um dos capítulos extra, uma história de amor e vingança. Ela faz exatamente o que mandam ela fazer, as consequências nem sempre são boas. Outra coisa sobre ela é que a surpresinha embaixo daquele monte de faixas não é das melhores... ela era muito bonita, mas quando ela mostra o verdadeiro lado... corre negão, corre.
A agente Rumiko Kuhou é frequentemente usada, principalmente nos capítulos de investigação e casos policiais, ela geralmente serve para se assustar e para ficar com medo da Fran, afinal de contas, quem não ficaria com medo dela? Ela é um bom personagem, mas o grande capítulo em sua homenagem é um que envolve um sonho de uma vida perfeita de um ricaço do mundo da biotecnologia, ela é usada como modelo para essa fantasia, mas bem... ali a gente conhece um pouco mais da personalidade dela e de sua história. É uma boa personagem.




Talvez o único "problema" de Franken Fran seja um possível descaso do autor ou a simples falta de vontade de continuar suas obras. Digo isso porque Franken Fran acabou de uma forma que deu a clara impressão de que o autor desanimou a manter o mangá por mais tempo e concluir de uma forma mais elegante, o que seria a chave de ouro para encerrar essa belezura. Pois é... o doutor Madaraki nem chegou a aparecer na história, a partir do volume 5 o autor começou a fechar as pontas da história e dar um rumo para um possível final.

-spoiler-
No final o autor usou métodos recorrentes para acabar o que seria um mangá quase que totalmente diferenciado. Não sei se é uma pena, mas sabe, aquele sentimento de quando terminamos de ler uma série muito boa e bate ao mesmo tempo uma tristeza por ter acabado e uma alegria enorme por ter tido a oportunidade de ler aquilo? Então, eu não senti isso com o final de Franken Fran... foi tipo, OK, acabou.
Foi usada a clássica viagem psicológica final com reunião de personagens e depois um fim em aberto com uma cena recorrente no mangá. Ele deixou as portas abertas para retornar com o mangá numa season 2, caso queira, acho que isso seria o mais correto.

Não foi um final ruim nem nada, eu só achei que poderia ser melhor para um mangá do nível de Franken Fran.
-spoiler-


Creio que o sr. Katsuhisa Kigitsu merece uma homenagem ou pelo menos um feedback de leitores ocidentais para ver se ele se empolga e percebe que as pessoas dão valor nas obras dele, exemplo do que fizemos com a autora de "It's Not My Fault!"... quem sabe não podemos buscar fazer algo assim um dia, não?


A leitura desse mangá é praticamente obrigatória, ele é muito bom, o que eu disse aqui não chega nem perto do impacto que a leitura te dá. É, não tentei entrar muito na história, preferi abordar novamente mais os personagens e dessa vez, como o mangá permite, as características da história. É óbvio que recomendo, garanto pelo menos um surto por volume.

Minha próxima postagem será o início de uma série de postagens sobre manhwas e começarei com o mais pica grossa de todos: Tower Of God. Preparem-se.

Ficha técnica:
Mangá: Franken Fran
Gênero: Ficção Científica, Comédia, Horror, Psicológico, Sobrenatural, Shounen (haha, só se for no Japão mesmo)
Volumes: 8, completo.
Scans traduzindo: O Otakuyo está fazendo boas traduções, mas o mangá ainda está incompleto ai. No caso, se souberem inglês, vale a pena baixar do Hox Scans ou ler no MangaFox.
Nota: 10/10

Bônus: 





7 comentários:

Panino Manino disse...

Medo de ler tudo. Vou terminar de ler esse mangá também parade pois poder discutir melhor, mas mantenho minha opinião de que ela "má". Só que não é um má de ser malvada ou de intencionalmente prejudicar os outros é um mal acidental, ela não faz o mal, ela é O próprio Mal.
Como você mesmo disse que ela se coloca acima de tudo, isso faz dela alheia ao mundo e as pessoas que vivem nela, se tornando um próprio universo vizinho em estado de caos que em busca de alguma ordem ou lógica parasita o qualquer sentido que existe no universo vizinho. Por ser algo indefinido que altera a ordem e causa destruição, seja pequena ou grande, então ela pode ser considerada o mal.

Eu acho que isso faz sentido ainda naquela perspectiva de que não existem errados e tudo é relativo e questão de ponto de vista. Os atos das pessoas estão além de suas intenções, não importa o desejo de seu efeito ser benéfico ou maléfico, ele pode resultar em ambos e nenhum.

Panino Manino disse...

Uma amostra grátis para vocês do que esperar de Franken Fran, dá parte sem gore nem sangue, apenas o nível de diálogo e ideias que vocês serão obrigados a processar: http://forum.subeteanimes.com/thread-530-post-23176.html#pid23176

Superman Lives disse...

O problema da historia e a protagonista e o misto de gêneros,
tenho sempre a sensação de que a historia e a protagonista  sempre altera com isso.


Não da para apreciar algo que sé altera com a vontade do
autor, isso soa contraditório.


E ela e tão ruim quanto um motorista bêbado que atropela um
pedestre à noite.

Davy Nabuco disse...

É uma infelicidade desgraçada Franken Fran ter acabado. 

Night disse...

Entendo seu sentimento. Por isso disse, tem gente chorando por fim de coisa tipo Bleach, mas o final mais significativo desses tempos é Franken Fran.

Tarcísio disse...

Franken Fran é realmente especial. Digo isso porque anda meio difícil ler ou ver algo de anime/manga que me prenda. Em geral são fórmulas repetitivas e sonolentas que já deram certo antes.

Mas aqui é outra coisa. Tanto a Fran como a Veronica são personagens encantadoras. A Veronica  como assassina ingênua e por vezes pura, não tão incomum mas mesmo assim criativa. Já a Fran é fascinante. Ela encarna muito bem a ideia de que para a ciência evoluir é necessário um esforço muito grande e por vezes atitudes que para os outros são incorretas ou imorais. Mas eu realmente defendo que existem sacrifícios que são válidos. Perder um ou uns em prol de algo que pode trazer benefícios a muitos é viável, para mim.

Outro ponto excelente é a tensão psicológica por trás. Ás vezes eu tinha dúvidas se os experimentos eram no corpo ou na psicologia. Porque na verdade muitas das experiências ela fazia já sabendo o que aconteceria biologicamente com a pessoa, mas o que ela queria saber mesmo é a reação emocional, como a pessoa se comportaria dali em diante. No fim eu acho que ela queria é entender mesmo o ser humano, o que talvez faça sentido se pensarmos naquelas divagações do Doutor sobre Deus e a sua criação. Haha eu realmente adoro obras que me fazem refletir bastante...

Como ponto fraco fica só o final, que para mim deu a sensação de final forçado, sei lá, parecia que teria mais história mas por algum motivo foi interrompido antes.

Enfim, parabéns pela excelente resenha! Ótimo texto reflexivo.

E não sei se escrevi coisas que não deveriam (por ser spoiler e tal) hehe, se aconteceu fique a vontade para deletar.

Night disse...

Não senhor, eu que fico grato pelo seu comentário. Realmente seu ponto de vista é bastante interessante e você não tem noção de como eu fico feliz quando vejo que alguém soube apreciar uma obra como essa.

Para nós só resta esperar por uma Season 2 ou algo assim. Ah, volte sempre.

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