Para quem leu o título e só entendeu a parte de análise, calma, eu explico. A idéia de blogagem coletiva surgiu faz algumas semanas na mente de alguns blogueiros. Não sei de quem foi à idéia original (afinal acompanho as conversas pelo Twitter, mas sempre passa algo que não fico sabendo), mas a menos a organização da blogagem coletiva para essa análise foi feita pelo Denys do blog Gyabbo. Apesar de não estar blogando faz tempo e não pretender voltar em definitivo aceitei a proposta de representar o Subete Animes na blogagem coletiva. Vale lembrar que de acordo com o Gyabbo não há um modelo especifico para a análise, então cada blog decide por contra própria a forma de se avaliar a série em questão. Sendo assim, não estranhem as diferenças nos métodos usados aqui no Subete Animes e nos blogs parceiros.
Como vocês notaram, o anime em questão é a série Kimi ga Nozomu Eien, um título um tanto quanto polêmico e desconhecido da grande maioria que não faz parte do fandom (ou seja, de quem não acompanha muitos animes por aí e nem está tão antenado no universo pop japonês). Por outro lado, imagino que quem leia esse blog talvez conheça a série em questão, e se não conhece, possui conhecimentos prévios sobre o “mundo dos animes” para poder ler tranquilamente a análise.
Obs 1: Adotei um novo esquema de formatação para essa análise. As observações entre parênteses virão em negrito, enquanto que nomes e termos específicos virão em itálico.
Obs 2: Não dei nota para o anime. Simplesmente pelo fato de que há pessoas que não lêem toda avaliação e interpretam a análise apenas pela nota.
Obs 3: Entendi que a idéia da blogagem coletiva era fazer a análise da série, e do meu ponto de vista isso é feito considerando a obra de modo geral, não o relacionamento dos personagens. Claro, cada um faça a análise da maneira que achar melhor, mas por mim isso estaria mais para um estudo, do que análise, enfim (a menos alguns classificaram suas análises como Estudo).
Obs 1: Adotei um novo esquema de formatação para essa análise. As observações entre parênteses virão em negrito, enquanto que nomes e termos específicos virão em itálico.
Obs 2: Não dei nota para o anime. Simplesmente pelo fato de que há pessoas que não lêem toda avaliação e interpretam a análise apenas pela nota.
Obs 3: Entendi que a idéia da blogagem coletiva era fazer a análise da série, e do meu ponto de vista isso é feito considerando a obra de modo geral, não o relacionamento dos personagens. Claro, cada um faça a análise da maneira que achar melhor, mas por mim isso estaria mais para um estudo, do que análise, enfim (a menos alguns classificaram suas análises como Estudo).
Ficha técnica
Modelo/Número de episódios: Série de TV, 14 episódios
Ano de transmissão: 05/10/2003 – 04/01/2004
Tema de abertura (Opening/OP): Precious Memories (Minami Kuribayashi)
Tema de encerramento (Ending/ED): Rumbling Hearts (Minami Kuribayashi)
Estúdio de produção: Fantasia
Diretor: Tetsuya Watanabe
“A eternidade que você desejou”.
Suzumiya Haruka: Uma das protagonistas da série
Começando a análise por um dos fatores mais importantes de um anime, o nome (embora animes com nomes como Naruto, Saki e outros não digam muita coisa, felizmente não é o caso aqui), Kimi ga Nozomu Eien pode ser traduzido da forma como está no título. De cara é fácil notar que se trata de mais uma daquelas séries de romance, drama e outras frescuras esperadas de séries do tipo. Seria até clichê demais afirmar que a série não é bem isso, e o mais irônico de tudo é que não deixa de ter um fundo de verdade. Embora seja comum que se confunda qualquer anime de romance e drama com shoujo (histórias para garotas), Kimi ga Nozomu Eien é baseado numa visual novel eroge lançada pela produtora âge em 2001 (lembrar que: uma visual novel é um pseudo-jogo lotado de textos, com questões de múltiplas escolhas que levam a história para diferentes rumos. Eroge seria visual novels com conteúdo adulto, sendo que todo eroge é uma visual novel, mas nem toda visual novel é um eroge).
Capa da versão para PS2: Prova de que a série obteve sucesso em sua versão para PC
Sendo um eroge já fica bastante óbvio que o cenário e a história de Kimi ga Nozomu Eien se passa mais num mundo de fantasia masculino, do que feminino. O cenário na qual se constrói a história segue o modelo padrão de visual novels de um modo geral (embora existem tramas que fogem do romance e drama puro, indo para a ficção ou temas mais complexos, o normal é que esses dois primeiros elementos continuem presentes no gênero). Ou seja, de forma clara e rápida, Kimi ga Nozomu Eien nos apresenta a um protagonista masculino cercado de lindas garotas (embora eu não ache isso de todas elas, mas enfim). Pode-se dizer que tal modelo de história se popularizou com séries como Love Hina e outras de comédia romântica, mas encontrou sua casa nas chamadas visual novels eroges. To Heart foi um dos primeiros jogos a “revolucionar” o meio, e praticamente tudo que se seguiu depois teve como inspiração o game da Leaf/Aquaplus. E disso não fogem os grandes games da Key (Air, Kanon e Clannad), Nitro + (seja ele Phantom, Chaos;HEAd ou Steins;Gate. E observem, por mais que tenham ficção ou tiroteio no meio, não deixam de ter um cara cercado de garotas, ou o clássico harém), minori (ef, Wind e eden) e da própria âge, produtora de Kimi ga Nozomu Eien e posteriormente Muv-Luv.
Imagem do OVA spin-off lançado em 2007 (não contemplado nessa análise)
Ao dizer isso talvez alguns indivíduos (ou muitos) resolvam deixar a série de lado, afinal visual novels (ainda mais se forem eroges) tem uma reputação péssima em quase todo mundo. Por outro lado, sempre digo que toda generalização é burra por natureza. Não que Kimi ga Nozomu Eien seja uma pérola fora do mundo e do contexto na qual se localiza (muito longe disso), mas a versão animada (e lembrar que essa é a análise da versão animada, então não faz a menor diferença se a personagem X ou o enredo é diferente no game, assim como, essa avaliação não leva em conta o OVA spin-off lançado em 2007) é uma série que apresenta algumas propostas, idéias e conceitos interessantes (dentro de certas limitações), sendo que uns até casam bem com uma visão novelesca tipicamente brasileira.
Hayase Mitsuki: Segunda protagonista e "vilã" da série
Mas antes de começar a falar propriamente da série em si (sei que essa introdução pode ser chata para alguns, mas sempre gosto de localizar cada série dentro do seu contexto), vale lembrar que a versão animada de Kimi ga Nozomu Eien seria uma versão “inocente” do game. E por que inocente? Em primeiro lugar porque ele deixa de lado as cenas mais fortes do original. Há cenas que sugerem (e para dizer a verdade nem sempre só sugerem) o ato sexual no anime, mas nada perto do jogo, além de que, no game há a opção do jogador prosseguir para finais mais imorais e “tensos”, o que difere um pouco do caminho que os produtores do anime adotaram.
Mais um anime de romance colegial?
Romance escolar, tragédia e a conturbada "vida adulta".
Se fosse para definir a série em três idéias, essas três idéias são as apresentadas acima, mas antes de falar e explicar cada uma vale à pena lançar uma sinopse básica do anime. A história tem como protagonista Narumi Takayuki, o seu clássico e desmotivado estudante colegial. Ao lado dele estudam as belas Hayase Mitsuki e Suzumiya Haruka, que de cara formam o triangulo amoroso da série. Óbvio que numa série com toques de harém não pode faltar o amigo do protagonista, nesse caso Taira Shinji (embora Shinji seja uma pessoa bem normal, e não necessariamente o perdedor cômico que todo personagem masculino secundário clássico e típico de harém representa). De inicio esse é o grupo de personagens que compõem a história. E a equação básica da série é que Shinji está mais para fazer volume, Mitsuki é amiga de Haruka e Takayuki, e Haruka é apaixonada por Takayuki, mas não tem coragem de se declarar pra ele (e nisso será ajudada por Mitsuki).
O quarto protagonista da série ou seria o primeiro coadjuvante?
O romance escolar é a primeira parte do anime, e também, aquela que mais pode irritar, pois não difere muito daquilo que já se acostumou a se ver em animes do gênero, e que estão cada vez mais fortes na indústria de modo geral. O ponto curioso e de destaque em Kimi ga Nozomu Eien, é que a relação entre Haruka e Takayuki, de tímida e lenta, começará a se mover de forma relativamente rápida (considerando o padrão em animes) graças à presença de Mitsuki, que incentiva de alguma forma os dois a ficarem juntos. Não precisa ser gênio para perceber ao longo dos dois primeiros episódios que no fundo Mitsuki também gosta de Takayuki, mas esconde os sentimentos dela em prol da Haruka. A grande surpresa dessa primeira parte é notar que o romance escolar termina rápido graças a um incidente envolvendo Haruka (inicialmente não queria dar spoilers, mas era impossível falar do enredo sem citar isso), que desencadeará toda a tragédia e drama das partes seguintes.
Final da primeira parte do anime: Trágico? Assista e comprove
A segunda parte definida como tragédia é justamente o incidente envolvendo Haruka e as conseqüências sofridas por Takayuki e Mitsuki, que se sentirão culpados pelo ocorrido. O destaque nessa segunda parte está no fato de que Kimi ga Nozomu Eien se mostra como uma série não limitada a vida colegial dos protagonistas, mas sim um romance com toques adultos (e é toques mesmo, não adulto como um todo. Com exceção do fato de estarem trabalhando, nenhum dos protagonistas de fato teve um desenvolvimento ou mudança de pensamento, embora veja como um elemento proposital, usado para dar rumo a narrativa) . Após a tragédia com Haruka já temos os protagonistas crescidos e pequenos flashbacks daquilo que ocorreu nos dias, meses e anos após o incidente ocorrido com Haruka são mostrados ao espectador.
Mayu e Ayu: A dupla comediante da segunda parte da série
Por fim, a terceira parte representa a conturbada "vida adulta" dos dois. Lembram-se que Mitsuki só ajudou Haruka a conquistar Takayuki porque era amiga dela? Mas e depois que Haruka sofreu o tal incidente e está internada e adormecida no hospital, alguém realmente acha que Mitsuki manteve a promessa e “boa conduta” dos seus anos de colegial? Pois é, o grande drama de Kimi ga Nozomu Eien vem justamente da relação desse triangulo amoroso, onde de um lado se tem a Mitsuki interessada no Takayuki e tentando ignorar o que se passou com Haruka e do outro, o próprio Takayuki dividido entre o carinho de Mitsuki e o sentimento de culpa pelo incidente com Haruka (pode até ter algo a mais além do sentimento de culpa, mas é óbvio que a maioria das ações de Takayuki foram motivadas inicialmente pela ligação "forçada" dele com a Haruka em menor escala e o sentimento de culpa que carrega pelo acidente que é o principal).
Akane num dos raros momentos em que não coloca mais lenha na fogueira
No meio disso há ainda os personagens suportes, como a irmã de Haruka, Akane, que colocará mais lenha na fogueira, as (garotas) garçonetes que trabalham junto com Takayuki. Shinji, que diferente dos três continuará vivendo sua vida normalmente (falando com Takayuki e Mitsuki num ou em outro momento), além das enfermeiras e médicas que ajudam no hospital (e junte todas as personagens femininas para entender porque Kimi ga Nozomu Eien é originalmente uma visual novel eroge).
No fim é sobre isso que a série trata
Para quem vou torcer?
Para um fã de anime chamar Kimi ga Nozomu Eien de novela pode soar como um xingamento, mas a série não deixa de ter elementos e dramalhão típicos de novelas. O que ajuda a história da série a agradar um público até mais amplo do que aquele viciado e fanático por visual novel é justamente a forma como o enredo se estruturou em sua versão animada. Aqui ao invés de pequenos contos envolvendo cada uma das personagens (normalmente para extrair daí a doçura/moe de cada uma delas) os produtores optaram por um enredo linear, na qual algumas personagens com passagens importantes na visual novel ficaram em segundo plano (servindo mais para alivio cômico ou para dar gancho em alguma parte importante da trama). A parte boa dessa decisão é que isso permitiu um desenvolvimento mais focado nos protagonistas, o que ajudou a tornar a história uma história propriamente dita, e não um amontoado de pequenas histórias com pouca ou nenhuma ligação entre si.
Character design com toques moe, a menos não chega a ser tão loli, certo?
Outro detalhe que pode contar a favor do anime é seu character design, que está mais dentro do padrão daquilo que se pode esperar de garotas colegiais e depois mulheres (com uma ou outra exceção). A menos, comparado com a situação atual (lembrar que Kimi ga Nozomu Eien é uma série de 2004, época em que a onda moe já vinha com força nos animes, mas nem tanto como hoje), convenhamos que esse character design é mais convidativo para a maioria das pessoas. Claro que, no fim sabemos que quem assiste esses animes mais desconhecidos é o próprio fã, mas não deixa de ter certo apelo para um fã nem tão iniciado assim, sendo até interessante de se recomendar para um adolescente ou mesmo um típico noveleiro.
Romance, drama, dúvidas e fortes emoções: comercial de novela da Globo?
Quanto ao enredo propriamente dito, chamá-lo de novela é um termo até apropriado. Temos aqui uma história de romance, traições, dúvidas, problemas, dramas e qualquer outro elemento tipicamente novelesco. Até imagino que parte da opinião positiva que alguns fãs brasileiros possam ter sobre a série está justamente no fato dela possuir tais elementos, além de que, para animes, ter uma história ambientada num mundo mais adulto (mesmo que não em sua totalidade) faz uma grande diferença, visto a quantidade de títulos na qual temos cenários e personagens colegiais. Por outro lado, a grande ironia e contradição é que os elementos mais criticados em novelas são aqueles que mais agradam o potencial espectador dessa série. Pela ótica do universo dos animes acaba sendo interessante justamente por fugir do senso comum do fã de anime, mas se os próprios fãs criticam novelas, uma série que se estrutura dessa forma pode ser considerada um "clássico"?
Escolha a sua heroína e torça para que Takayuki fique com ela
Por fim, se for para usar um termo para definir o principal atrativo que alguém pode encontrar em Kimi ga Nozomu Eien, esse termo seria Shipping, que nada mais é do que o ato de torcer por casais de anime. E vendo os casais Takayuki/Mitsuki e Takayuki/Haruka a definição é perfeita. No fim, por mais que existam outros dramas e questões, tudo é movido no intuito de provocar essa sensação em quem assiste, gerando discussões entre os fãs de quem merece quem nessa história toda (e até deixei de lado essa questão para outros blogueiros, pois não me interessa muito saber quem foi o personagem mais “correto” nessa história toda).
Mitsuki pensando em outro elemento do anime fora o shipping
Se por um lado esse é um elemento interessante para prender a atenção, é também ele que torna Kimi ga Nozomu Eien uma série que pode ser considerada descartável em quase sua totalidade, ela dura apenas naquele momento em que você está vendo pela primeira vez, porque não há mais nada nela além dessas intrigas que faça alguém querer ver de novo ou ter vontade de ver pela primeira vez se não está interessado em saber da relação de personagens fictícios, exatamente como acontece com quem odeia novelas. E outra questão: trata-se de relacionamentos de personagens, não desenvolvimento. É importante não confundir as duas coisas, embora a série até arranhe um pouco de desenvolvimento em sua parte final, é pouca coisa para dizer que é um desenvolvimento satisfatório e que acrescente algo para a série além de definir quem ganha à luta entre Haruka e Mitsuki.
"Dureza da vida adulta?" Interprete da forma que quiser...
Claro que, não há como negar que o anime é competente naquilo que se propõem a fazer, que é gerar o sentimento de torcida e proteção em torno de um ou outro personagem e de ser uma história fácil, assimilável e convidativa de se acompanhar, a grande crítica é dizer que "ele representa a dureza da vida adulta e etc", já que é mais um argumento para tornar a série "cult" do que uma boa justificativa para dizer que o anime vai além da intriga, traição e drama, o que passa muito longe de ser verdade. A grande realidade é que mesmo se passando na vida adulta a história se foca apenas nos pensamentos e sentimentos de Takayuki, Mitsuki e em menor escala Haruka. Há pouca intervenção do "meio", para que se possa dizer que representa "a dureza da vida adulta", quando essa questão de sentimentos e pensamentos poderia muito bem estar presente numa história sobre colegiais sem que os protagonistas parecessem mais maduros do que a idade deles. Enfim, Kimi ga Nozomu Eien é um perfeito anime "School Days" (sim, estou me referindo a aquele outro anime muito polêmico. E convenhamos, a maior diferença entre os dois está mais no nível de violência, no cenário da história e no número de garotas que dormem ao lado do protagonista, de resto são muito semelhantes e com narraitvas adolescentes).
Leia a opinião dos outros blogs participantes clicando nos links abaixo:
- Gyabbo!
- Netoin!
- Mithril
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8 comentários:
Excelente análise, muito mais ampla do que a minha que se restringiu aos personagens em si. Mas eu interpreto alguns pontos, que você levantou com propriedade, de outro modo.
Ser mais adulto não necessariamente quer dizer ser mais verdadeiro. Novelas não são e mesmo assim são feitos sob medida para o público adulto. Só que quem assiste Kimi Ga em massa não são adultos calejados, muitas vezes são pessoas que não fazem ideia do que é isso. Até porque estamos falando de personagens que estão saindo das fraldas ainda, não tem 35 anos, tem uns 20. E hoje em dia a adolescência se estende até os 30 em alguns casos...
Pensando no público alvo inicial, jogadores de eroge, o anime já traz um certo choque de verdade. No Japão um emprego num restaurante para alguém que tinha boas notas é sinônimo total de fracasso social. O próprio abrir mão de um sonho idealizado de fazer carreira no esporte (e parar como todo mundo num escritório qualquer) é uma experimentação de resignação típica dessa idade.
Removidas as promessas não realizadas, os personagens se agarram àquilo que sobrou no jogo da busca pela felicidade, já que o ambiente não é mais um trilho de promessas, mas um realidade acomodada. Personagens fracos se agarrando da forma que podem os zumbis que sobraram de outra época. Ai é claro, o avanço se dá de modo folhetinesco com foco nos personagens.
Não é um título melhor do que outros adolescentes, mas como disse no meu texto, merece a condição de existência apesar das falhas, por tocar num ponto ao meu ver diferente. Pelo menos eu fixei isso quando assisti aos 15 anos.
Sei lá se fui claro aqui ou no meu blog.
Saudações
Se não é uma postagem de retorno, amigo Nisishima, é uma postagem que mostra que suas percepções para reviews e/ou análises não se perderam. Isso é muito bom.
Realmente, um texto bastante longo. Porém conciso. Falar de Kimi ga Nozomu Eien para um público que hoje em dia é mais exigente do que anos atrás (ao menos em tese, ok!?) é uma tarefa complicada, mas que esta blogagem coletiva tem provado ser bem possível de vingar.
Por momentos, me recordei do porque de não ter passado do terceiro episódio do anime, quatro anos atrás. Entretanto, ao ver o anime até o final, pude constatar alguns pontos positivos nele.
Não sou tão "duro" ao ponto de exclamar que ele é dispensável. Porém não sou tão "bondoso" para qualificá-lo como um anime que deve ser visto (no tom de obrigatoriedade da palavra). Posso assegurar, hoje, que o anime é recomendável, não mais do que isso.
Ótimo texto.
Até mais!
Kauê
Nesse ponto concordo com você, bati mais na tecla de pseudo-adulto pelo fato do anime ser uma história de romance num cenário adulto, mas vista sob os olhos de adolescentes. Em novelas apesar dos absurdos que também ocorrem ainda consigo enxergar mais elementos do mundo adulto atuando.
Lembro de ter assistido a série quando tinha 18 anos, também gostei dela e na época pensava que era a coisa mais adulta que existia. Agora obviamente penso diferente, mas é verdade que como você disse e eu mesmo toquei também, é um anime interessante para essa faixa etária.
Enredos novelisticos são bem comuns em animes focado mais nos romances que possuem uma vibe (pseudo) adulta. Hoje em dia não é tão comum encontrar, mas animes dos anos 60,70 e 80 são recheados de tramas novelisticas. Acho que nas tres caracteristicas básicas (enredo, a personagem e as idéias), KimiGa se centrou muito nas ideias. No texto do @Didcart ele consegue expressar isso melhor do que eu e concordo plenamente com ele. Tenho minhas críticas ao anime e como vocÊ disse, a vontade de revê-lo é praticamente nula, mas é um anime que recomendo pra quem curte a tematica e que conseguiu ser melhor no que há de pior em School Days, usando bem as polêmicas criadas (e até mesmo forçadas). Com isso surge a pergunta. Mesmo com um enredo tão raso e manipulativo, no fim das contas a maioria das pessoas se envolvem e se emocionam. Então, basta dominar a arte da provocação pra ser ter um anime (ou personagem)que será lembrado por longos anos?
Acredito que a série foi de meu agrado no tempo em que a assisti, mas nunca tive vontade de rever (não sei porque, talvez fiquei traumatizado, :P), o termo "novelão" foi usado para critica-la no animehaus e concordo com isso, apesar de abordar um tema raro em animes que é a relação após o fim da escola, ele não foca em desenvolver os personagens, é como se os 15 episódios fossem somente para apresenta-los.
Deixando isso de lado, ótimo post, espero que não seja a última vez que leia algo vindo de você.
Roberta
A verdade é que polêmica sempre atrai o pessoal. School Days é até um exemplo melhor do que Kimi ga Nozomu Eien. Por mais que existam pessoas que o odeiam, há igualmente muitas pessoas que adoram School Days justamente por ser polêmico e fugir do "básico romance escolar".
A lógica para um anime desses é justamente a mesma que a usada nos programas televisivos da tarde. Bota uma situação triste, uma musiquinha deprimente e uma narrativa para reforçar a tragédia e pronto, pontos de audiência (e convenhamos, por mais que eu não goste, funciona).
Não nego que já fui fisgado por sensacionalismo, mas acho uma pena ver (por mais que até goste de Kimi ga Nozomu e School Days) séries menos provocativas como Hourou Musuko e Koi Kaze (apenas alguns exemplos) estarem caídas no esquecimento por serem "paradas e menos provocativas" (embora tratem de temas polêmicos (só que sem a narrativa 100% novelesca), enquanto Kimi ga Nozomu e School Days continuam a ser lembradas.
Perfeito o seu replay,nem tenho mais nada á acrescentar XD :)
Por mais longo que seja o texto e eu não ter assistido esse anime, é sempre bom ler os textos do Leandro.
Eu tenho um certo preconceito com Harém, acho que a maioria se repete, o pior de tudo é os personagens terem quase um padrão, e por ter assistido Love Hina muito tarde, não acho grande coisa, não lembro nem se assisti o ultimo capitulo até hoje, porque você sabe como ele vai terminar na primeira vez que você assisti a abertura, eu gosto que o anime surpreenda, e como a parte do enrredo normalmente é fraca, o que chama a atenção em harém é relacionamentos, é ai que entra School Days. A personalidade do protagonista vai se transformando durante o anime, que você começa a pensar que ele colheu o que plantou com aquele final de novela, mais foi surpreendente, pormais que os desenvolvimento das meninas fossem rediculos no anime. Dando outro exemplo, não é bem Harém, mais o romance termina de um jeito surpreendente e imprevisivel é School Rumble.
Eu fiquei olhando uns 5 min para Kimi ga Nozomu, mais não consegui baixar, falei de outras coisas, se ele tem esse toque maduro que o Leandro fala, vou dar uma chance.
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